A gestão da cadeia de suprimentos de uma empresa requer muito planejamento e controle para que suas diferentes e etapas e processos sejam executados da melhor maneira possível. Para isso, é importante não só avaliar as necessidades e recursos do negócio, como investir em Tecnologia da Informação na Logística. Essa medida permite obter ganhos de produtividade, gestão e economia financeira.

Para entender melhor a importância da TI nessa área, listamos 7 situações, processos e setores que mostram como ela é parte essencial dos processos logísticos de uma empresa. Confira!

1. Centros de distribuição

A Tecnologia da Informação na logística permite que os gestores consigam redesenhos de processos ligados ao planejamento de demanda, armazenagem e distribuição. Esses novos fluxos podem ser mais eficazes, entregando maior desempenho e resultados para a empresa.

Por exemplo, o emprego de Electronic Data Interchange (EDI), ou Intercâmbio Eletrônico de Dados, facilita e confere maior agilidade à transmissão eletrônica de dados de uma organização. Isso possibilita a redução de intervenção humana em processos, colaborando com a diminuição de erros.

Essa tecnologia automatiza o compartilhamento de informações entre sistemas da empresa ou de parceiros, tornando desnecessária a inserção de dados de modo manual. Dessa forma, eliminam-se erros de digitação, há maior agilidade no tempo de processamento de dados e ocorre economia de recursos graças à redução de impressões para checar informações. Por meio dele, é possível transmitir transações distintas, como encomendas, notas, faturas, entre outras informações.

O Warehouse Management System (WMS), ou Sistema de Gerenciamento de Armazém, é outra tecnologia muito importante para os centros de distribuição. Ela integra processos e tecnologias com eficiência, além de registrar as movimentações ocorridas no armazém. Nesse sentido, ela marca o local e horário em que uma ação foi realizada e calcula os recursos e o tempo que levou.

O WMS confere todo volume de produtos recebidos de forma automática, preservando em registro possíveis erros ocorridos. Graças a ele, é possível armazenar, localizar e expedir mercadorias facilmente. Essa tenologia consegue automatizar processos burocráticos, tornando-os mais fluidos e dinâmicos.

2. Roteirização de entregas

Uma tecnologia que ajuda no controle e otimização dos transportes é o roteirizador. Por meio dele, é possível fazer um planejamento diário, semanal, quinzenal, ou seja qual for a periodicidade necessária da operação de transporte.

Também dá para se planejar a distribuição de mercadorias, levando em consideração gastos com combustível, obstáculos na estrada, entre outros fatores.

O roteirizador permite encontrar rotas mais vantajosas e calcular a quilometragem, o que é feito para mensurar custos de fretes e analisar valores pagos às transportadoras terceirizadas.

Esse sistema é muito útil para planejar e monitorar as atividades e operação de transporte de cargas, seja ela total, seja ela fracionada.

3. Controle de carga e transporte

O controle dos transportes de cargas é um processo essencial para a empresa mensurar seu desempenho logístico. Para colaborar nesse objetivo, é importante adotar tecnologias de rastreamento que permitam aos gestores identificarem onde os veículos se encontram, até mesmo para calcular o tempo de entrega.

Uma dessas ferramentas é o Rastreador GPS, um equipamento que tem a capacidade de analisar e identificar um ponto geográfico, relacionando-o com veículos que estejam próximos. Dessa forma, é possível observar num sistema a localização exata dos veículos, incluindo previsões de hora de chegada de cada carro e tempo de atraso.

 Um Sistema de Gerenciamento de Transporte (TMS) também é útil para administrar relacionamentos com transportadoras, controles de roteiros de entrega e de performance de veículos e motoristas. Essa é uma solução mais ampla, integrando diferentes recursos. Com um sistema que ofereça estes recursos, é possível rastrear mercadorias, fazer a gestão da expedição das cargas e planejar/programar fretes.

Também facilita a comunicação com parceiros, o controle formal das negociações com as transportadoras e a emissão do romaneio de carga com notas fiscais a serem expedidas. Isso tendo alternativas de consulta para simplificar a montagem dos embarques. Ou seja, é um sistema com muitas funcionalidades que melhoram a gestão e controle de carga.

4. Gestão do estoque

A gestão do estoque é outro ponto crucial da logística. Para isso, é importante usar um sistema que simplifique e automatize processos manuais, controlando a ordem de entrada de produtos, os prazos de vencimentos etc. Tudo para diminuir as perdas no estoque.

Outra tecnologia que ajuda a otimizar o gerenciamento da área é o Radio Frequency Identification (RFDI), um sistema que utiliza frequência de rádio para obter e guardar dados com um número próprio de registro de cada informação armazenada. Ele possibilita manter produtos e objetos sob controle facilmente, pois simplifica o rastreamento de mercadorias com precisão.

Há a possibilidade de rastrear produtos por meio da sua Unidade de Manutenção de Estoque, ou Stock Keeping Unit (SKU). Essa mesma função pode ser obtida pelo emprego de equipamentos eletrônicos que conseguem enviar sinais de rádio na mesma frequência, como transponders, tags, entre outras tecnologias.

O RFDI permite realizar a leitura do item sem a necessidade de contato visual, como por dentro dele ou de sua embalagem. Grava dados, tem raio de captura de desenho circular e pode ler várias tags ao mesmo tempo. Também é resistente contra calor, poeira etc.

5. Gestão da cadeia de logística

É importante contar com uma solução que integre diferentes ferramentas e permita gerenciar todos os processos e setores da cadeia logística. Isso é possível por meio de um Enterprise Resource Planning (ERP), um sistema voltado para o planejamento dos recursos da empresa.

Ele gerencia as informações de processos administrativos e operacionais, além dos gerenciais, centralizando informações e fluxos de trabalho, integra atividades de todos os setores da empresa e permite aos líderes acesso eficaz, rápido e seguro a dados e relatórios que servem para a tomada de decisões.

O ERP consegue unir diversos setores, os quais podem ter dados compartilhados e processados em nível organizacional, entregando informações sobre toda a empresa.

6. Seleção de fornecedores e negociação de contratos

Existem tecnologias que auxiliam na seleção de fornecedores e negociação de contratos, facilitando a vida dos gestores e gerando economia. Um ERP voltado à área logística é capaz disso, pois permite o armazenamento de informações, contatos e contratos de fornecedores em seu banco de dados.

7. Gerenciamento de riscos

Há soluções que entregam indicadores de performance logísticos que permitem reduzir os riscos da operação, além de proverem informações estratégicas para a empresa.

Uma solução de Big Data tem a capacidade de fazer previsões mais precisas, enquanto um sistema ERP pode processar e entregar indicadores que auxiliem os gestores a tomarem suas decisões com maior embasamento. Tudo para mitigar os riscos da atividade logística.

Como visto nos exemplos citados, é importante contar com a Tecnologia da Informação na logística para obter vantagens e diferenciais competitivos. As ferramentas de TI podem melhorar processos, elevar a confiabilidade das rotinas e impulsionar os resultados organizacionais ao otimizar entregas, transportes, gerenciamento do almoxarifado, entre outras atividades.

Agora que você já sabe sobre a importância da aplicação da TI na logística, que tal descobrir qual o impacto da logística estratégica no crescimento saudável da sua empresa?